:: Atividade física e dor de cabeça
Autoria: Prof. Esp. Érica Monteiro
Segundo o primeiro estudo epidemiológico sobre dor de cabeça realizado no Brasil, assinado pelos neurologistas Luiz Paulo de Queiroz, da Universidade Federal de Santa Catarina, e Mario Peres, da Universidade Federal de São Paulo, concluíram que pessoas sedentárias apresentavam 43% mais enxaqueca e 100% mais cefaléia crônica, com crises diárias do que indivíduos que praticam atividade física.
Queiroz afirma: “Os exercícios aumentam a produção de endorfinas, neurotransmissores que proporcionam bem-estar. Eles funcionam como uma morfina natural”.
A epinefrina e os esteróides, substâncias também liberadas durante a atividade física, contribuem na melhora da circulação sanguínea, provocando um aumento da oxigenação no cérebro, sendo um fator colaborador para evitar a dor de cabeça.
Os músculos e os vasos sanguíneos da cabeça são muito vulneráveis, contendo fibras nervosas que disparam mensagens dolorosas por qualquer estímulo mais forte e/ou diferente. O couro cabeludo, os ossos da face e as meninges (membranas que envolvem o cérebro como uma capa protetora) também são fatores que podem contribuir para uma dor de cabeça.
As atividades aeróbicas como as caminhada, natação e corrida de baixo impacto são as mais indicadas para o combate da dor de cabeça, pois estimulam a liberação de endorfinas. Sendo o recomendado a realização três vezes na semana com duração de 30 a 60 minutos. Atividades que envolvem relaxamento (ex: ioga e alongamento) e atividades lúdicas (ex: dança de salão), também podem ajudar a diminuir os sintomas devido o bem-estar que proporcionam, diz o neurologista especialista em dor Eduardo Barreto, coordenador do Serviço de Neurocirurgia da Rede D´Or.
A prática da atividade física só deve ser realizada acompanhada e orientada por profissionais específicos, pois se praticadas de formar incorreta acaba tornando-se não saudável. Alimentação correta e uma avaliação física antes de começar a praticar qualquer atividade é fundamental.
Procure o profissional de Educação física, o médico, o nutricionista e movimente-se!
Fonte: Revista saúde é vital – Junho 2009. Editora Abril.
Prof. Esp. Érica Monteiro
Graduada em Educação Física – Universidade Estácio de Sá
Pós Graduada em Dança Educação – Universidade Castelo Branco
Pós Graduada em Psicomotricidade com complementação Pedagógica de Docência do Ensino Superior – Universidade Cândido Mendes